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sábado, 4 de julho de 2015

O Brasil e a maioridade penal: um país movido por vingança e carente de intelecto


As pessoas não imaginam o que ocorre nos bastidores do poder e a grande maioria se baseia no que é publicado nos veículos de comunicação mais famosos. Do dia 30 de junho para 1º de julho deste ano tivemos a votação da PEC da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta foi rejeitada e no dia seguinte, 2 de julho, em uma manobra do presidente da Câmara, foi colocada novamente em votação com alterações, e assim, foi aprovada. O texto ainda deve passar pelo Senado e pela Presidência da República.

Não quero me ater aqui aos fatos políticos, mas sim aos fatos sociais, especificamente, às manifestações nas redes sociais. Não é a maioria da população que tem acesso a estes recursos, mas uma boa parte faz uso dos mais famosos (Facebook, Twitter, Instagram, etc). O mais preocupante foram os discursos de ódio e a grande concentração de pessoas que idolatram figuras, como um tal deputado linha dura que levanta a bandeira do conservadorismo. Curiosamente, dias antes, houve a mesma manifestação em massa por causa da aprovação do casamento gay nos EUA, apoiando certo líder religioso, também defensor da ala conservadora e envolvido na política nacional. Esse é o fato mais preocupante: uma grande parte da população não raciocina por si e segue cegamente as posições de extremistas e fundamentalistas, principalmente os ligados a certas religiões. Estamos passando por uma fase marionete ou acéfala em nosso país. Não estamos desenvolvendo o senso de criticidade independente, pois a maioria das opiniões são reproduções de outras a que se teve acesso, e, sem exercer a análise, concorda-se com a mesma. As pessoas não gastam sequer uma hora para pensar em assuntos e já saem emitindo opinião como se fossem especialistas. Sem mencionar o fato de que não pesquisam e disseminam informações por impulso, sem saber se é verdade ou se realmente concorda com o que está sendo dito.

Já adianto que não estou aqui para defender bandido, seja de que idade for, e não me simpatizo com movimentos que defendem que a maioridade penal seja reduzida ou mantida. A principal preocupação que devemos ter é com a nossa maneira de resolver problemas aqui no Brasil. Somos uma nação reativa e não preventiva. Nos preocupamos muito com o PORQUÊ e esquecemos do QUANDO, COMO, ONDE, QUANTO, QUEM, QUAIS e afins. Crimes são horríveis e minha família já foi vítima de vários, inclusive homicídio. Nem por isso eu vou achar que a execução de todos é a solução. Em alguns casos, há a possibilidade de recuperação. Em outros, não.

Meu ponto de vista se baseia no seguinte raciocínio:

- qual é o interesse de se reduzir a maioridade penal agora?
- quem ganhará algo em troca com essa medida?
- por que não melhoramos o sistema penitenciário antes de causar a piora na superlotação que já existe?
- quem são os principais interessados em não recuperar detentos e sim piorá-los para a saída?
- por que as pessoas simplesmente seguiram a opinião das linhas conservadoras/religiosas sem ter uma opinião concreta própria?

É preciso deixar de adotar o pensamento linear e desenvolver uma teia para as causas e soluções de problemas. Nesse ponto, entra a prevenção, a qual substitui a reatividade, em alguns casos. As duas medidas têm que ser tratadas juntas, sem anular uma a outra, sendo que a primeira evita o problema e a segunda trata do inevitável. Esqueça esse papo de direita e esquerda. Esqueça a politicagem. Esqueça sua religião. Enxergue apenas o Sistema e onde você se insere nesse cenário. Quem é que vai ganhar algo com isso? A população? Por um acaso irão acabar com os crimes? Os menores terão medo de praticar delitos? Os adultos param de cometer delito por terem leis para si? Só existe essa questão que envolve maioridade? Essas são respostas que se deve obter com muito pensamento crítico. Enfatizo que devemos sempre criar inúmeras perguntas para os problemas mais diversos.

Com certeza se as cadeias lotarão mais ainda. Uns do que irão lucrar com isso ($$$) são os fornecedores de produtos alimentícios, independente de ser por licitação ou não. Sempre tem alguém por trás ganhando muito dinheiro. Existem inúmeros serviços que mantém as penitenciárias.

É só pesquisar sobre as UPAS, as UPP, as viatura da PM e da Polícia Civil do RJ, transporte público de massa, dentre outros. Nós gastamos pagando impostos e alguém (pessoa ou grupo de pessoas) lucra com situações que parecem ser em nosso benefício, não resolvem os problemas e ainda piora alguns detalhes do cotidiano da população.

Se mexer na maioridade penal:

- irão avaliar a situação de crime de abuso sexual com menores de 18 anos, mudando a idade para menos de 16?
- irão reestudar a situação do trabalho infantil, deixando que menores de 16 e 17 não mais caracterizem a exploração?
- em outros crimes a idade cairá para 16?
- menores de 16 anos poderão ter carteira de motorista?
- o consumo de bebidas alcoólicas será liberado a partir de 16 anos?
- o consumo de cigarro será autorizado a partir de 16 anos?
- o porte de arma poderá ser a partir de 16 anos?
- outras situações afins serão baseadas nessa idade de 16 anos?

De qualquer forma, o mais inteligente seria uma evolução na parte penal, o que envolve mudança de leis, alteração no sistema penitenciário, aperfeiçoamento ao adotar a separação de presos por delito cometido e, principalmente, a participação de profissionais e cientistas nesses processos, não deixando tudo por conta do Congresso Nacional, pois se deve confiar mais em um estudioso no assunto do que em uma pessoa que sabe menos do que seus assessores.

Antes de criticar, positivamente ou negativamente, pense no assunto! Se for comentar algo, não precisa ser hoje!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Foi aprovado no RJ o "Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais"

Fonte: O Globo (17 JAN 13)

Segundo o texto da Lei Estadual nº6.394, de 16 de janeiro de 2013, fica instituído o programa que dá título a este post, a contar da data de publicação do dispositivo legal.

Abaixo há o extrato do texto da Lei contida no site da ALERJ:

...
"LEI Nº 6394 DE 16 DE JANEIRO DE 2013
INSTITUI O “PROGRAMA DE RESGATE DE VALORES MORAIS, SOCIAIS, ÉTICOS E ESPIRITUAIS” NO AMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.


O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
 Art. 1º- Fica instituído o “Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais” no âmbito do Estado Rio de Janeiro.

Parágrafo Único- O Programa deverá envolver diretamente a comunidade escolar, a família, lideranças comunitárias, empresas públicas e privadas, meios de comunicação, autoridades locais e estaduais e as organizações não governamentais e comunidades religiosas, por meio de atividades culturais, esportivas, literárias, mídia, entre outras, que visem a reflexão sobre a necessidade da revisão sobre os valores morais, sociais, éticos e espirituais.

Art. 2º- O Poder Executivo deverá firmar convênios e parcerias articuladas e significativas, com prefeituras municipais e sociedade civil, no sentido de possibilitar a execução do cumprimento ao disposto nesta Lei,  com os seguintes objetivos:
I – promover o resgate da cidadania;
II – fortalecer as relações humanas;
III – valorizar a família, a escola e a comunidade como um todo.

Parágrafo Único- Serão desenvolvidas ações essenciais que contribuam para uma convivência saudável  entre pessoas, estabelecendo relações de confiança e respeito mútuo, alicerçada em valores éticos, morais,  sociais, afetivos e espirituais, como instrumento capaz de prevenir e combater diversas formas de violência.

Art. 3º- O programa disposto no caput do Artigo 1° terá como órgão gestor a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

Art. 4º- As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.

Art. 5º- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 2013
SÉRGIO CABRAL
Governador

JUSTIFICATIVA 
Infelizmente, a sociedade de uma maneira geral vem cada dia mais se desvencilhando dos valores morais, sociais, éticos e espirituais. Valores esses que são de extrema importância para que nossa sociedade caminhe para o crescimento.
Sem esse tipo de valor, tudo é permitido, se perde o conceito do bom e ruim, do certo e errado. Perde-se o critério do que se pode e deve fazer ou o que não se pode. Estamos vivendo em um mundo onde o egoísmo e a ganância são  predominantes.
Na busca de um mundo melhor o programa, descrito nesse projeto, objetiva formular proposta de ações educativas e sugestivas, direcionadas a criança, jovens e adultos despertando uma grande mudança na sociedade fluminense.
Diante dessa realidade, a criação do programa supracitado, que tem como objetivo principal conscientizar e reinserir valores de suma importância para que possamos construir um futuro melhor, onde haja principalmente respeito pelo próximo.
Nesse sentido é que solicito aos meus nobres colegas a aprovação desse projeto de lei, pois o ganho social é de extrema importância para todos."

Todo o texto acima, em cinza, é conteúdo do site da ALERJ e do próprio site da Deputada Estadual Myriam Rios (link AQUI).

Prontamente enviei uma mensagem em 20 JAN 14 para a Deputada, solicitando acesso ao texto integral do programa, conforme abaixo:

...
Excelentíssima Senhora Deputada Estadual Myriam Rios,
Como cidadão do Estado do Rio de Janeiro, venho lhe solicitar um direcionamento para ter acesso ao conteúdo do texto do referido programa. O texto da Lei está disponível na internet, pois encontrei facilmente no site da ALERJ e neste site.
Onde encontro o texto do programa proposto com as definições e medidas que serão tomadas?
Att,
GILBERTO.
...

Até a presente data eu não fui respondido. O que mais me preocupa é: Qual é a definição de valor moral e bom costume para a deputada?

Estou aguardando cenas dos próximos capítulos.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A quem interessa esses modelos manifestações que estão ocorrendo no Brasil?


Eu vou começar esse post dizendo que eu vejo com um alto grau de desconfiança essas manifestações que aconteceram no Brasil durante a Copa das Confederações (e continuam acontecendo). Não confio nelas pelo simples fato de não acreditar na espontaneidade, voluntariedade ou vontade sem causa exterior nesses acontecimentos. Não acredito que as pessoas foram "do nada" para as ruas. Nesses eventos de multidões não há isso (é só ver como se organizam as marchas e paradas que existem no Brasil). Sempre há uma centelha inicial, um convite, um apelo, uma explicação, uma manipulação, um incitamento, etc. Sempre há pessoas ou um grupo organizando os eventos. Sempre há a ideia embrionária que surge da cabeça de alguém e esse alguém começa a compartilhar seus pensamentos tentando mobilizar as pessoas para a sua causa, com o objetivo de criar um grupo para influenciar a maioria. Assim como há ideias para o bem, há ideias para o mal. Eu me pergunto qual é a origem real desses protestos? Qual é a natureza dessa origem: boa ou má?

Por exemplo, esses tipos de protestos em dia de eventos, como um jogo, é uma estratégia não muito inteligente, se for oriunda de uma boa intenção. Isso mesmo! É uma ideia desprovida de inteligência, caso seja por uma boa intenção, pois coloca manifestantes e policiais em confronto (povo vs povo), enquanto a elite desfruta do entretenimento (e uma minoria do povo). Se for por uma má intenção, dispensa explicações. Todos sabem que o policial está ali porque essa é a função dele: manter a ordem pública. E o manifestante está ali porque quer reivindicar algo, mas não o faz por vínculo profissional. O segundo não irá perder o emprego se mudar de estratégia. Mas o primeiro pode perder o emprego se não cumprir as ordens recebidas. E o que me faz ficar com mais indagações sobre esses protestos, são os papagaios de pirata das redes sociais postando fotos e textos de "efeito", tais com:
- Enquanto a bola rola, estamos aqui tentando mudar o Brasil;
- Enquanto você assisti o jogo, do lado de fora está a partida mais importante; 
- Torcendo por um Brasil melhor do lado de fora do Maracanã; e
- etc.


Se já sabemos que o policial estará sempre naquele local para manter a ordem pública, qual é a real intenção dos que organizam essas manifestações em dias, locais e eventos pontuais para um confronto em potencial?

Outro exemplo são as manifestações nos locais de grande trânsito na volta do trabalho para casa. É o povo (manifestante) prejudicando o povo (trabalhador). Parem e se perguntem: a quem interessa este modelo de manifestação? Por que não protestam nas ruas do Leblon ou de Copacabana? Por que tem que ser no Centro, jogando em cima do trabalhador o caos do trânsito? Se é para reunir milhões de pessoas para reivindicar algo, por quê não fazem isso na Zona Sul (no caso do Rio)? Façam passeata na orla. Incomode a rotina dos que tem a maior parte da grana do sistema. Se o protesto é em Brasília, vá lá para o Lago Sul, mas não deixe de incomodar a Praça dos Três Poderes.

Outro ponto interessante é a quantidade de informações falsas compartilhadas pelo Facebook. Essas mesmas notícias causam revolta nas pessoas (que já estão indignadas). Exemplo: estavam espalhando pelo Facebook uma foto com o texto dizendo que a PEC 37 foi substituída pela Lei nº 12.830, de 20 de junho de 2013. Isso foi feito após a queda da mesma. E essa notícia é uma mentira maldosa que tem a finalidade de irritar as pessoas. Essa lei não tem nada a ver com o MPU e com a PEC 37. Pesquisem antes de sair compartilhando. Pesquisar sobre a notícia ajuda a não estabelecer um caos desnecessário. Mas infelizmente as pessoas tem a mania de compartilhar sem saber se a notícia é real ou não.



Enfim, eu não acredito que esses protestos causarão melhorias permanentes e profundas! Em minha opinião não passam de outra grande manipulação de massas! Precisamos de algo mais! Podem ter certeza que:
- os políticos não realizarão grandes feitos;
- os políticos continuarão encomendando pizzas, principalmente se essas manifestações pararem;
- seremos enganados mais uma vez;
- temos que mudar o sistema eleitoral (não podemos confiar nessa urna eletrônica); e
- há alguma classe por trás desses acontecimentos.

domingo, 30 de junho de 2013

Projeto chamado de cura gay pode ser uma brecha jurídica para o proselitismo religioso segregalista


Depois de um desentendimento no inbox do Facebook com um religioso extremista, eu decidi postar o meu texto aqui no blog. Provo que não sou preconceituoso, pois no próprio Facebook eu havia conversado abertamente com um amigo evangélico. Porém, por causa de uma minoria, o clima nunca fica bom. Abaixo vocês podem ler minha opinião acerca do projeto da "cura gay" (que eu mesmo acho o nome ridículo e não tem nada a ver com a proposta).

"Desculpa a intromissão, amigos! E por favor não me entenda mal! Mas há pessoas divulgando fotos nas redes sociais, defendendo o Deputado Marco Feliciano, com textos diminuindo a gravidade do projeto de decreto, batizado de “cura gay” (também não concordo com o nome). Não falo dos que compartilharam e sim dos criadores dos posts. O projeto que foi colocado na pauta do dia pelo presidente (sim pelo Feliciano, que pode não ter sido o autor, mas como presidente, pode dar prioridades), tendo outros mais relevantes, é o seguinte:

“Projeto de Decreto Legislativo 234/11
...
Art. 1º Este Decreto Legislativo SUSTA O PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 3º E O ART. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999.

Art. 2º Fica SUSTADA A APLICAÇÃO DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 3º E O ART. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.

Art. 3º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.”

Eis o que acontecerá:

“Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999
...
PERMANECE: Art. 3° - os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

NÃO PERMANECE: Parágrafo único - Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

NÃO PERMANECE: Art. 4° - Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.”

A permanência do artigo 3º possibilita o que é correto: não tratar como doença o que não é; e não forçar o tratamento de algo que não é doença. O Parágrafo Único, que complementava o caput e cerceava a proibição da prática em quaisquer ambientes, está sendo retirado, liberando os profissionais a se pronunciarem fora do ambiente ético da ciência. A saída do artigo 4º libera qualquer psicólogo de contrariar o artigo 3º, ou seja, se ele acha que homossexualidade é doença, ele poderá falar em público, se identificando como psicólogo. Pelas regras, o profissional tem que apresentar uma série de estudos para que suas hipóteses se tornem teoria e após isso, um fato comprovado. Estão abrindo as portas para os “achismos”, algo que os religiosos adoram. PSICOLOGIA É CIÊNCIA. Com essa iniciativa de alterar uma Resolução do CFP, os interessados na segregação dos gays, ganham um caminho para poder multiplicar seu preconceito sem ética.

Pois bem, além do fato de estarem causando conflito e subjetividade, a Comissão está simplesmente ignorando a opinião dos profissionais que mais entendem do assunto: os psicólogos. Por que fazem leis nesse país sem pedir a opinião dos profissionais que estudam para isso (em todas as áreas)?

Que haja sempre a liberdade religiosa para você falar o que quiser dentro de sua congregação e etc. Mas criar um dispositivo para favorecer religiosos e pessoas preconceituosas (como o Silas Malafaia e outros religiosos formados em Psicologia para ficarem falando abobrinhas onde quiserem) já é fora dos limites. Ora, se não acredita na Psicologia, mude de profissão, pois a mesma não tem religião. Seria a mesma coisa que um físico viesse a público desmentir Einstein sem comprovar o que está dizendo e se baseando no alcorão. Por que ao invés de ficar no “achismo”, já que é um cientista, o Malafaia não realiza um estudo para comprovar o que ele fala? Ficar de achismos bíblicos não comprova nada. Não passa de falácias religiosas, já que esse ramo se protege de questionamentos com a desculpa do "sagrado". A bíblia por si só é cheia de contradições (uma hora Deus mata, na outra ele te ama, etc). 

Na boa, muita gente do meio evangélico sabe que há pastores com filhos e filhas gays. Há também membros gays que por causa da desaprovação religiosa, entram em "curto-circuito" com sua natureza. Não será mera coincidência se daqui a 20 anos alguns líderes revelarem que são gays.

Desculpa tomar seu tempo, mas só quis comprtilhar a minha opinião!"

Complementando, deixo dois vídeos abaixo: no primeiro o Deputado Marco Feliciano se explica e no segundo o Deputado Jean Wyllys diz porquê é contra o projeto:


VÍDEO 1



O hilário nesse primeiro vídeo, foi ver o Deputado se dobrando por causa de votos, pois todos nós sabemos que ele acha gay doente, ou melhor, ele acha gay endemoniado. Não acredita? Pesquise nas pregações dele! Eleições 2014 vem aí meu povo e ele quer se reeleger!

VÍDEO 2



domingo, 23 de junho de 2013

Reportagem da CNN sobre os protestos no Brasil

Fonte: CNN.com





"PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS E CORRUPÇÃO DE COMBUSTÍVEL BRASIL PROTESTOS

Por Rogério Simões , Especial para CNN.

Nota do Editor: Rogério Simões, jornalista brasileiro e ex-chefe do Serviço Brasileiro da BBC, é Editor-executivo da revista Época. Vive e trabalha em São Paulo.


(CNN) - Nem mesmo o futebol - ou soccer, para quem é dos EUA - poderia detê-los.

Enquanto a Copa das Confederações, um torneio de aquecimento para a Copa do Mundo do ano seguinte, passou, centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e muitas outras grandes cidades no Brasil.

No início, eles eram poucos, principalmente os jovens descontentes com os 20 centavos de Real (10 centavos de Dólar), de aumento nas tarifas de ônibus e trem. Depois de uma resposta violenta da polícia, eles se juntaram em brasileiros de todas as idades que tinham as suas próprias questões sobre a mensagem.

Corrupção, serviços públicos deficientes, aumento da inflação, falta de segurança e a Copa do Mundo “não-tão-mais-amada”.

Numa época em que o Brasil deveria estar comemorando, as ruas estavam cheias de raiva, gritando, tendo confronto com a polícia e destruição produzida por uma MINORIA de manifestantes radicais.

Por que os protestos ganharam força? A pergunta é complicada, mas há uma coisa que ninguém pode negar: Um número significativo de brasileiros estão muito chateado com o estado da nação.

Os aumentos das tarifas de transporte foram cancelados nesta quarta-feira (19 JUN 13), depois que as autoridades de São Paulo e Rio de Janeiro concordaram com uma “U-turn” (ou REVIRAVOLTA), na tentativa de trazer de volta a paz e a ordem nas ruas. Ainda não está claro se isso vai significar o fim dos protestos.

Mais importante do que o problema, no entanto, parece ser a temporização de tudo isso. Tarifas de transporte aumentadas em anos anteriores não tinham provocado nenhuma reação popular significativo.

O mesmo movimento que iniciou os protestos deste mês - o Movimento Passe Livre (Movimento Passe Livre, ou MPL) - tinha sido ativo em anos anteriores nessa questão. DEPOIS DE CADA ANÚNCIO DE UMA NOVA TARIFA DE ÔNIBUS, O MPL IA PARA AS RUAS ÀS CENTENAS, ÀS VEZES APENAS DEZENAS, SEM SER NOTADO POR MUITOS.

AUTORIDADES ESPERAVA O MESMO EM 2013. O aumento mais recente, de menos de 7%, foi a primeira vez em dois anos, e abaixo da inflação do período. O governo, a imprensa, a polícia e até mesmo transeuntes foram tomados de surpresa.

Mas, de alguma forma, o “timing” (passar do tempo) foi perfeito para uma revolta nacional.

Isso pode ser explicado pela forma como olhamos para o Brasil. Na última década, quando o país teve cerca de 30 milhões de pessoas da pobreza, os brasileiros gostavam de olhar para o que o país e seu povo tinha conseguido: o emprego mais formal, mais investimentos, mais crescimento, maior poder de compra para quem não tinha nada, mais segurança e uma melhor perspectiva de vida.

Acima disso, o Brasil havia garantido o privilégio de sediar os dois principais eventos esportivos do mundo - Copa do Mundo de Futebol e no verão americano e europeu (inverno no Brasil) os Jogos Olímpicos - em 2014 e 2016, respectivamente.

O Brasil só parecia ter tudo. Com apenas uma ressalva: não tinha.

Quando os fatos começaram a conscientizar muitos brasileiros de que as suas vidas não eram tão boas quanto o governo alegava e o espetáculo de futebol começava a chegar (com a Copa das Confederações), significando mais custos para o Estado, sem benefícios concretos para o povo, muitas pessoas começaram a olhar para o país com uma visão diferente. Ao invés de focalizar nas conquistas, eles olharam para o que não têm e essa visão parecia ir tão longe como a Amazônia (metáfora para a distância entre as principais capitais e a Floresta Amazônica.

Em 2010, após oito anos com um presidente muito popular, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil viu sua ex-ministra Dilma Rousseff eleger-se como sucessora.

Do mesmo Partido dos Trabalhadores (PT), esquerdista, Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher presidente do Brasil. Dois anos e meio se passaram, e ela ainda é muito popular entre os mais pobres, mas os protestos recentes foram levados por um grupo diferente: A CLASSE MÉDIA TRADICIONAL. Nas ruas, as pessoas bem-educadas, de, áreas urbanas centrais, gritavam que venderam para eles uma mentira.

A inflação é mais uma vez uma grande preocupação, a criminalidade está aumentando, os casos de corrupção preenchem as pautas da imprensa, a saúde pública está em estado precário, os projetos de infra-estrutura não se concretizaram e o tráfego de rua é pior do que nunca.

Enquanto a TV mostrava as inaugurações de caros, estádios de futebol luxuosos, as pessoas sentiram suas vidas foram ficando pior a cada dia. Afinal, a Copa do Mundo vai custar ao país cerca de US $ 15 bilhões, (R$ 30 bilhões) e o legado prometido em infra-estrutura ainda está bem longe de ser visto.

O pior de tudo: Um governo acostumado a navegar na sua popularidade seguro, garantido, principalmente, pela distribuição de dinheiro para os mais pobres, não sente a necessidade de ouvir o povo. A mensagem de Dilma Rousseff, em anúncios pré-gravados na TV, foi a de que o país não poderia ser melhor.

O Congresso Nacional é mais culpado ainda, com os seus representantes são atacados pela opinião pública por terem privilégios chocantes, salários elevados e casos de prostituição.

Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, realizada esta semana na cidade de São Paulo, mostra uma queda drástica no prestígio das instituições políticas na década passada.

Apenas 19% dos entrevistados dizem que tem alta confiança no cargo de presidente, em comparação com 51% em 2003. A porcentagem de entrevistados que dizem confiar no Congresso Nacional caiu de 30% em 2003, para 12% agora.

Muitos dos que foram às ruas no Brasil - e brasileiros inspirados em todo o mundo a fazer o mesmo em seus países de adoção – carregavam banners (placas/cartazes) dizendo: "Não é apenas pelos 0,20 centavos."

Quero dizer que o aumento da tarifa de ônibus foi, talvez, a menor de suas reclamações. A corrupção, a falta de prestação de contas e uma percepção de que muitas promessas não foram cumpridas, eram as motivações que os levaram para as ruas.

A suspensão do aumento de tarifa de transporte pode até levá-los de volta para suas rotinas normais.

No entanto, os problemas não vão embora tão cedo. E se não forem devidamente tratados, esses problemas podem fazer as pessoas marchar novamente."

sábado, 22 de junho de 2013

Minha opinião sobre as manifestações que estão acontecendo no Brasil em Junho de 2013



Falarei abertamente por intermédio do meu Blog sobre a minha opinião acerca das manifestações no Brasil.

A realidade que precisa ser mudada nesse exato momento (21 JUN 13) nas manifestações é: falta de uma liderança com uma identidade (sem anonimato). Isso é um fato incontestável. Os governos municipal e estadual do RJ já se manifestaram e já se colocaram à disposição para um debate. O governo federal fez o mesmo esta noite, nos mesmos moldes: se colocando à disposição das lideranças para conversar. Quem vai se apresentar para debater com as esferas governamentais? O "V"? Está na hora da liderança mostrar a cara e parar de convocar manifestações, que ao meu ver, a partir de hoje, tem um caráter especulativo e duvidoso.

A presidente se pronunciou e já está um monte de papagaio de pirata no Facebook reclamando (com uso de textos prontos)! Hoje, o Datena ficou mais de 15 minutos no ar falando um por um dos dispositivos do governo federal (leis, portarias, medidas provisórias, etc) que foram aprovados e estão em vigor com a destinação específica de desoneração dos transportes públicos do país todo! A cada um que ele lia, ele falava: "E porquê aumentou?" Isso os papagaios e os "anonymozinhos" não viram?

O pessoal está culpando a Dilma por coisas que ela não controla sozinha! Quem já estudou a Constituição sabe que quem mandam de fato no Brasil é o Congresso Nacional (Deputados Federais e Senadores)! E quem manda nas prefeituras e governos estaduais de fato são os vereadores e deputados estaduais! Presidente, prefeito e governador não devem pagar essa conta sozinhos! Não estou vendo NENHUM protesto culpado a outra classe política! Manifestantes estão se comportando como um gado conduzido: "Renan Calheiros, Feliciano, PEC 37,..., não são os únicos"! E depois reclamam de alienação! Eu pessoalmente já estou ficando incrédulo com essas manifestações!

Os próprios políticos já começaram a usar a manifestação em causa própria, seja tentando colocar os militantes dos partidos entre os manifestantes ou realizando atos "de apoio", como por exemplo, os senadores que estavam pressionando a presidente Dilma a se pronunciar, etc. Ela só ia se pronunciar na semana que vem, após se reunir com prefeitos e governadores. Chamar a responsabilidade para si ninguém quer, nem os políticos e nem os manifestantes. O negócio está sendo "se camuflar na multidão". Mas o que a grande massa quer é ser ouvida, independente do formato exigido em uma democracia. O povo não quer ser representado pelos políticos. Isso pode ser notado, pois estão externalizando uma indignação coletiva. Mas mesmo assim, há um protocolo a ser seguido, como os manifestantes de Brasília fizeram agora a noite (sete deles).

Já que a "modinha" é adotar a máscara do "V de Vingança" como "mascote", vamos entender o que é anônimo?
- segundo o dicionário Aurélio, atribuímos a palavra anônimo ao que não tem nome ou a algo que não leva a assinatura do autor, ou seja, podemos aplicar a qualquer ato sem autor definido.

Anonimato significa indefinição. E indefinição não ajuda em nada na política e na democracia.

Eu tenho a sensação de que as pessoas não viram o filme ou se viram não entenderam, pois não há uma estratégia definida para uma meta concreta. Há uma pluralidade de reivindicações e de alguma maneira as mesmas terão que ser organizadas e apresentadas. Há causas que nem nas redes sociais estão sendo mostradas. Só quem foi ao vivo é que viu.
Pois bem, voltando à questão do anonimato, se não sabemos quem é o autor e o dono da assinatura (da voz, do grito, etc), não adianta filosofar e dizer: é o povo, o gigante acordou (mesmo que sem cérebro), mudamos o status de deitado eternamente para blá, blá, blá... Não vai dar em nada. Repito... não vai dar em nada.

É histórico e científico: toda coletividade precisa de uma liderança. Podem conferir o que eu estou escrevendo aqui. Toda instituição coletiva precisa de alguém para centralizar e delegar condutas, pedidos, ações, etc. Ou a liderança será imposta ou ela será eleita. No caso da democracia, ela é eleita. Quando há uma concordância coletiva de insatisfação, a coletividade deve se organizar e se transformar, passando de anônimos para um movimento com nome e metas. No caso de alguns protestos convocados pelas redes sociais, as lideranças indiretas são a respectivas páginas que agendaram os eventos. E só estão servindo para alimentar e inflamar a insatisfação do povo. A estratégia inteligente seria canalizar essa raiva coletiva e direcioná-la para coleta de assinaturas de todos os manifestantes para cada pauta sendo citada nos protestos e apresentar nos respectivas casas, protocolando e tornando oficial o ato.

Se ninguém aparecer ou for escolhido, realmente o símbolo correto desses manifestantes é a máscara de anonimato, infelizmente. E nesse caso o anonimato também significará desordem e falta de clareza. Mas lembrem-se que no próprio filme "V de Vingança" havia um personagem central que influenciou o povo. E o mais importante: esse representou a vontade e a voz dos cidadãos. A democracia não é bagunça! A liderança omissa do movimento tem que se apresentar e organizar o protesto junto aos governos. Há sim uma liderança, mas a mesma ou é medrosa ou é oportunista.

Portanto, a atitude de radicalizar, rejeitar partido, vandalizar (que é a minoria), não se organizar, só gritar e fazer plaquinha, não passa de um "pão e circo" criado pelo povo para o próprio povo. O pão é a sensação de estar se alimentando de justiça e o circo... bem... acho que dispensa explicações. As pessoas vão para os protestos rindo, com a expressão de feliz (como se fosse carnaval), postam fotos no Facebook achando que estão fazendo parte da História, tiram fotos em locais depredados ou em chamas, escrevem palavras de ordem nas redes sociais, ou seja, é um comportamento diferente para cada sentimento individual. Os livros de História poderão retratar tanto algo positivo como algo negativo. Poderá estar nos livros daqui a 50 anos: o ano que o Brasil mudou ou o ano que o povo achou que ia mudar. Infelizmente, a tecnologia, quando usada sem critérios, tem esse lado nocivo de dar a sensação de ser ouvido por todos para os que reclamam e a sensação de impunidade para os que ofendem, incitam a desordem ou atitudes do tipo. Isso não é bom!

Outro fato que não é positivo: essa sensação coletiva de convocar uma revolução. Revolução nunca é boa e nunca é pacífica. Revolução deixa mortos e feridos. Será mesmo que precisamos de uma revolução? Será mesmo que o Brasil está tão ruim assim (comparem com países africanos, por exemplo)? Não podemos pedir uma reestruturação política que obrigue o sistema a funcionar? Não podemos pedir uma mudança ao invés de apenas apontar os problemas? O Brasil tem muita grana, mas o problema é a administração pública, em todas as esferas. Mudemos essa nossa cultura reativa, de só se mover após estabelecido o problema, para uma postura preventiva. Podemos muito bem, como coletividade, fiscalizar o poder público e cobrar resultados. O nosso problema é que votamos e não fiscalizamos. O nosso problema é que os maus exemplos de comportamento começam em nós. E nesse quesito, os políticos não passam de reflexo nosso. Exemplo: quando o país se candidatou para a Copa ninguém foi para as ruas e agora que já está em vias de fato, o povo está reclamando e avacalhando o mesmo. A mesma coisa ocorreu com as Olimpíadas. Hi-po-cri-si-a! Todos já sabiam que haveriam roubos, desvios e etc. Por que não fizeram protestos na época? Ah, não sabiam? Faltou a postura preventiva que falei. "A Copa será aqui? Vou pesquisar! Pronto! Não gostei do resultado!" Se fizéssemos isso, já estaríamos protestando antes do problema .

O ano de 2014 vem aí e vem com Eleições: para presidente, senador, deputado federal, governador e deputado estadual. Você já sabe quais são os nomes que estão fazendo "cagada" nessas esferas? Não??? Então comece a pesquisar agora, em 2013, pois em 2014 você já terá que saber em quem votar.

Enfim, se não houver ordem, organização e concordância por parte dos manifestantes, ao invés de restaurar a democracia, poderemos estar incitando a anarquia.

Deixo o vídeo do final de "V de Vingança" para os que quiserem ver e para os que tiverem dificuldade de entender o que eu escrevi. NÃO SOU CONTRA OS PROTESTOS. SOU A FAVOR DELES, MAS DE FORMA MAIS ORGANIZADA E COORDENADA.


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