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MEGA-POST - Homem de Ferro 3: Uma opinião diferente sobre o filme (Iron Man 3: A differente opinion about the movie)



É muito importante para quem for ler este post, saber que o texto tem SPOILERS.

Para refrescar a memória de todo o pessoal, peço por favor que assistam o trailer do filme, aqui abaixo:


Alguns devem estar pensando: Por que ele colocou o trailer no início da postagem?
E a resposta é: porque simplesmente o trailer foi uma espécie de "pegadinha" para os fãs do Homem de Ferro, principalmente para os que conhecem a HQ! Para quem viu Homem de Ferro 3, parece que o trailer foi de outro filme, totalmente pertencente a um universo paralelo (rsrs)!

Digo isso, porque no trailer fizeram um alarde sobre dois assuntos que os fãs desejavam ver nas telonas: o vilão Mandarim e a tecnologia Extremis. Para quem não conhece, eis uma breve expliação:

- Mandarim: o vilão e inimigo do Homem de Ferro, é chinês e possui 10 (dez) anéis, cada um com uma tecnologia alienígena, as quais ele usa para combater seus rivais; um dos poderes que ele tem é o de teletransporte, o qual já usou para sequestrar Tony Stark; para saber mais detalhes, é só pesquisar na internet; e
- Extremis: é uma tecnologia que quando injetada em um ser humano, causa a regeneração e reprogramação do seu código de DNA; a ideia é como se a mesma funcionasse como o soro do super-soldado; o vírus foi criado por criado por Aldrick Killian e roubado por Maya Hansen; na HQ, Tony Stark reprograma o vírus para ser usado em si mesmo, com a finalidade de controlar a armadura mentalmente, dentre outras vantagens; para saber mais detalhes, é só pesquisar na internet.


Bem... lá vem o primeiro SPOILER: no filme, o Mandarim não é o Mandarim e a tecnologia Extremis nem se quer foi usada por Tony Stark para otimizar a armadura do Homem de Ferro. Será que veremos isso em Homem de Ferro 4 ou em Os Vingadores 2? Você que não viu o filme ainda deve estar sem entender o que eu disse, mas quem já viu entendeu a observação. Mesmo com a presença conceitual desses dois ingredientes "apimentados" que são importantes na história do Homem de Ferro, posso afirmar que o filme é ótimo, pois o mesmo tem a história mais madura da trilogia e conteúdo para se analisar antes, durante e depois de vê-lo. Muitos criticaram o filme de forma negativa, pois esperavam ver uma cópia das histórias da HQ em carne e osso. Porém, não é assim que funciona o Cinema e os profissionais dessa arte dão muito valor ao termo liberdade de criação (que não tem nada a ver com adaptação fiel e imutável). Posso acrescentar que é impossível representar toda as HQ no cinema, pois são muitos fatos com detalhes minuciosos e nem sempre apreciados pela maioria; por exemplo, o sucesso do Homem de Ferro se deve muito ao carisma do ator Robert Downey Jr. que apresentou o personagem para os que não eram fãs (e de uma forma brilhante).

Falando do início do filme, o mesmo se inicia em 1999, na Suiça, em pleno dia de no Ano Novo, onde Tony Stark (Robert Downey Jr.) passa a noite com a bio-tecnóloga Maya Hansen (Rebecca Hall), que na história original é a pessoa que rouba a idéia da tecnologia Extremis. Na mesma ocasião, Stark despreza o convite do cientista Aldrick Killian (Guy Pierce), criador da tecnologia Extremis, que pertence à I.M.A. (Idéias Mecânicas Avançadas), o qual retorna anos depois como um poderoso inimigo e presidente da citada organização. Não vou ficar contando o filme, mas quis falar deste início, pois o mesmo já dava indícios de que a história não seria uma cópia da HQ. Obs: No tempo "presente", o filme se passou na Natal de 2012.

Bem... vamos a minha opinião sobre o filme.

Comparando com os dois antecessores (Homem de Ferro 1 e 2), como eu já havia dito acima, este filme foi o mais maduro. Não tratou do herói, mas sim da pessoa de Tony Stark. Após a batalha ocorrida em Nova Iorque, a qual fez parte da história do filme Os Vingadores, Homem de Ferro 3 mostrou um Tony Stark abatido, abalado, com insônia e ataques de ansiedade. Depois de tudo que ele viu em Nova Iorque (deuses, ET's, outros heróis, etc), foi totalmente coerente vê-lo passar por esses problemas. Esse foi o foco principal do filme: mostrar o ser humano perdendo suas bases e a superação do mesmo para o nascimento de um novo herói. Eu pessoalmente me identifiquei muito com o filme, principalmente nas partes em que Stark sofre seus ataques, pois quem passa ou já passou por isso, percebe o quão real foi a interpretação de Robert Downey Jr.. Confesso que essa questão do filme, falou diretamente comigo (só quem passa por este problema é que sabe!).


O filme também mostrou uma crítica política muito inteligente. Quando eu disse no início do post que o Mandarim não é o Mandarim, foi exatamente isso que eu quis dizer, pois no filme, a figura "original" do Mandarim era o cientista Aldrich Killian e o terrorista que aparecia nos vídeos, como o "verdadeiro" mandante dos ataques, era apenas um ator viciado em drogas (e meio doidão da cabeça) interpretado pelo talentoso Ben Kingsley, que fazia um papel encomendado pela I.MA.. Foram citados exemplos de criação de vilões pelo governo americano, dando nomes de pessoas da vida real, tais como Bin Laden, Saddam Hussein, Gaddafi, etc. Basicamente é aquela teoria da necessidade da criação de ameaças para justificar as guerras. Esse ponto foi bem realista e coerente em ter sido citado. Nessa questão, eu fiquei impressionado com a interpretação de Kingsley, pois quando ele interpreta o "Mandarim" ele é totalmente diferente de quando Stark invade a mansão do vilão e descobre a farsa. Foi um dos momentos que mais engraçados do filme.

Subsolo com dezenas de armaduras: umas das maiores surpresas do filme.

Por falar em risadas, essa foi a grande "pegadinha" do trailer. Parecia que iríamos ter um filme 100% sério e trágico, mas não foi isso que vimos. Tivemos momentos bem sérios, como a quase morte do Happy Hogan (Jon Favreau), os atentados terroristas, a explosão da mansão em Malibu, o ataque ao Força Aérea Um, o sequestro da Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), dentre outros. Mas também tivemos momentos de risada, como os diálogos entre Tony Stark e o garoto Harley Keener (Ty Simpkins), os momentos excêntricos do personagem principal, as investidas mal sucedidas do Patriota de Ferro, enfim, não contarei todos.


Como exemplo de um momentos comoventes, posso citar a cena após o ataque à Mansão, em que J.A.R.V.I.S. programa um plano de voo para o Tennessee e ao aterrissar ele fala "Sr. tenho que desligar, pois estou cansado"; e Tony Stark diz "J.A.R.V.I.S. meu amigo, não me abandone agora". Foi muito simbólica essa cena, pois Tony Stark fica sozinho pela primeira vez em 4 filmes: sem pessoas e sem Inteligência Artificial lhe fazendo companhia.


Como eu estava falando, o filme focou na superação, pois após o ataque à mansão, Stark fica apenas com uma armadura defeituosa (MARK 42, sem o J.A.R.V.I.S.) e sua criatividade. Ele teve que usar sua inteligência sem os recursos que ele possuía no seu laboratório. Ele teve que improvisar.


E foi isso mesmo que você leu: MARK 42. Tony Stark construiu outras dezenas de armaduras, totalizando em 42 (e não 47, como havia sido anunciado pela imprensa antes do filme) que são as responsáveis pelo final épico do filme. Por falar em final, após o resgate, Tony Stark ordena J.A.R.V.I.S. a explodir todas as armaduras como um presente de Natal para Pepper, que não aguentava mais vê-lo construindo "coisas". O fato do protocolo ter sido reiniciado do zero (quem viu o filme entendeu o que eu disse), foi bem simbólico. Significou um novo início para um novo herói e um ser humano transformado. A única armadura que não foi "protocolada", foi a MARK II que atualmente é o Patriota de Ferro, pilotada pelo Coronel James Rhodes (Don Cheadle). Bem, essa parte da Máquina de Combate ter sido transformada em Patriota de Ferro nem vou comentar, pois a HQ já falar por si. É só pesquisarem que me darão razão.


Bem... sobre a Extremis, a mesma foi vista atuando somente do lado dos vilões, onde foram "produzidos" super-soldados com "(d)efeitos colaterais de fabricação". Após ver Pepper receber de maneira não voluntária a injeção da tecnologia Extremis, com risco de trazer danos à vida dela, Stark resolve trabalhar na correção do erro (não foi mostrado isso no filme; somente narrado). Ele usa a sua genialidade, corrigo a tecnologia e então a injeta em si. Isso possibilitou retirada do Reator Arc de seu peito. Ou seja, nesse filme perdemos um dos símbolos mais usados por fãs do super herói (em camisas, wallpapers, etc). Até esse fato teve seu lado simbólico, quando Stark retorna ao seu endereço e lança o Reator Arc no mar junto dos destroços submersos de sua mansão: foi um recomeço.


Podemos ter certeza de alguns fatos para os próximos filmes, se eles continuarem a produzi-los:
- Homem de Ferro com a tecnologia Extremis, possibilitando-o ser infinitamente mais poderoso, como na HQ;
- a cientista Maya Hansen pode retornar, já que na HQ ela forjou a própria morte;
- pode haver sim um Mandarim de verdade, já que na HQ o mesmo se disfarçava - podemos ter uma trama que mostre o real Mandarim, por trás de Aldrich Killian (só não apareceu agora devido a dependência dos EUA com a China); e
-Tony Stark terá novamente um papel fundamental na equipe Os Vingadores.

Enfim, Homem de Ferro 3 pode não ter sido perfeito (pois teve alguns erros), mas foi nota 9 em minha opinião.

PS: Homem de Ferro 3 tem pós-crédito e vale a pena ver.

Comentários

  1. Acho que Robert Downey Jr. , para ser estelar faz perfeito. Ele é um dos meus atores favoritos, mas eu acho que é muito mais do que Homem de Ferro, só vi o filme e eu pensei Juiz vista fascinante atuar com seu humor tão característico, que o torna um ator perfeito. Esperamos para ver o filme que está estreando com o Capitão América.

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