domingo, 30 de junho de 2013

MEGA-POST - Homem de Ferro 3: Uma opinião diferente sobre o filme (Iron Man 3: A differente opinion about the movie)



É muito importante para quem for ler este post, saber que o texto tem SPOILERS.

Para refrescar a memória de todo o pessoal, peço por favor que assistam o trailer do filme, aqui abaixo:


Alguns devem estar pensando: Por que ele colocou o trailer no início da postagem?
E a resposta é: porque simplesmente o trailer foi uma espécie de "pegadinha" para os fãs do Homem de Ferro, principalmente para os que conhecem a HQ! Para quem viu Homem de Ferro 3, parece que o trailer foi de outro filme, totalmente pertencente a um universo paralelo (rsrs)!

Digo isso, porque no trailer fizeram um alarde sobre dois assuntos que os fãs desejavam ver nas telonas: o vilão Mandarim e a tecnologia Extremis. Para quem não conhece, eis uma breve expliação:

- Mandarim: o vilão e inimigo do Homem de Ferro, é chinês e possui 10 (dez) anéis, cada um com uma tecnologia alienígena, as quais ele usa para combater seus rivais; um dos poderes que ele tem é o de teletransporte, o qual já usou para sequestrar Tony Stark; para saber mais detalhes, é só pesquisar na internet; e
- Extremis: é uma tecnologia que quando injetada em um ser humano, causa a regeneração e reprogramação do seu código de DNA; a ideia é como se a mesma funcionasse como o soro do super-soldado; o vírus foi criado por criado por Aldrick Killian e roubado por Maya Hansen; na HQ, Tony Stark reprograma o vírus para ser usado em si mesmo, com a finalidade de controlar a armadura mentalmente, dentre outras vantagens; para saber mais detalhes, é só pesquisar na internet.


Bem... lá vem o primeiro SPOILER: no filme, o Mandarim não é o Mandarim e a tecnologia Extremis nem se quer foi usada por Tony Stark para otimizar a armadura do Homem de Ferro. Será que veremos isso em Homem de Ferro 4 ou em Os Vingadores 2? Você que não viu o filme ainda deve estar sem entender o que eu disse, mas quem já viu entendeu a observação. Mesmo com a presença conceitual desses dois ingredientes "apimentados" que são importantes na história do Homem de Ferro, posso afirmar que o filme é ótimo, pois o mesmo tem a história mais madura da trilogia e conteúdo para se analisar antes, durante e depois de vê-lo. Muitos criticaram o filme de forma negativa, pois esperavam ver uma cópia das histórias da HQ em carne e osso. Porém, não é assim que funciona o Cinema e os profissionais dessa arte dão muito valor ao termo liberdade de criação (que não tem nada a ver com adaptação fiel e imutável). Posso acrescentar que é impossível representar toda as HQ no cinema, pois são muitos fatos com detalhes minuciosos e nem sempre apreciados pela maioria; por exemplo, o sucesso do Homem de Ferro se deve muito ao carisma do ator Robert Downey Jr. que apresentou o personagem para os que não eram fãs (e de uma forma brilhante).

Falando do início do filme, o mesmo se inicia em 1999, na Suiça, em pleno dia de no Ano Novo, onde Tony Stark (Robert Downey Jr.) passa a noite com a bio-tecnóloga Maya Hansen (Rebecca Hall), que na história original é a pessoa que rouba a idéia da tecnologia Extremis. Na mesma ocasião, Stark despreza o convite do cientista Aldrick Killian (Guy Pierce), criador da tecnologia Extremis, que pertence à I.M.A. (Idéias Mecânicas Avançadas), o qual retorna anos depois como um poderoso inimigo e presidente da citada organização. Não vou ficar contando o filme, mas quis falar deste início, pois o mesmo já dava indícios de que a história não seria uma cópia da HQ. Obs: No tempo "presente", o filme se passou na Natal de 2012.

Bem... vamos a minha opinião sobre o filme.

Comparando com os dois antecessores (Homem de Ferro 1 e 2), como eu já havia dito acima, este filme foi o mais maduro. Não tratou do herói, mas sim da pessoa de Tony Stark. Após a batalha ocorrida em Nova Iorque, a qual fez parte da história do filme Os Vingadores, Homem de Ferro 3 mostrou um Tony Stark abatido, abalado, com insônia e ataques de ansiedade. Depois de tudo que ele viu em Nova Iorque (deuses, ET's, outros heróis, etc), foi totalmente coerente vê-lo passar por esses problemas. Esse foi o foco principal do filme: mostrar o ser humano perdendo suas bases e a superação do mesmo para o nascimento de um novo herói. Eu pessoalmente me identifiquei muito com o filme, principalmente nas partes em que Stark sofre seus ataques, pois quem passa ou já passou por isso, percebe o quão real foi a interpretação de Robert Downey Jr.. Confesso que essa questão do filme, falou diretamente comigo (só quem passa por este problema é que sabe!).


O filme também mostrou uma crítica política muito inteligente. Quando eu disse no início do post que o Mandarim não é o Mandarim, foi exatamente isso que eu quis dizer, pois no filme, a figura "original" do Mandarim era o cientista Aldrich Killian e o terrorista que aparecia nos vídeos, como o "verdadeiro" mandante dos ataques, era apenas um ator viciado em drogas (e meio doidão da cabeça) interpretado pelo talentoso Ben Kingsley, que fazia um papel encomendado pela I.MA.. Foram citados exemplos de criação de vilões pelo governo americano, dando nomes de pessoas da vida real, tais como Bin Laden, Saddam Hussein, Gaddafi, etc. Basicamente é aquela teoria da necessidade da criação de ameaças para justificar as guerras. Esse ponto foi bem realista e coerente em ter sido citado. Nessa questão, eu fiquei impressionado com a interpretação de Kingsley, pois quando ele interpreta o "Mandarim" ele é totalmente diferente de quando Stark invade a mansão do vilão e descobre a farsa. Foi um dos momentos que mais engraçados do filme.

Subsolo com dezenas de armaduras: umas das maiores surpresas do filme.

Por falar em risadas, essa foi a grande "pegadinha" do trailer. Parecia que iríamos ter um filme 100% sério e trágico, mas não foi isso que vimos. Tivemos momentos bem sérios, como a quase morte do Happy Hogan (Jon Favreau), os atentados terroristas, a explosão da mansão em Malibu, o ataque ao Força Aérea Um, o sequestro da Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), dentre outros. Mas também tivemos momentos de risada, como os diálogos entre Tony Stark e o garoto Harley Keener (Ty Simpkins), os momentos excêntricos do personagem principal, as investidas mal sucedidas do Patriota de Ferro, enfim, não contarei todos.


Como exemplo de um momentos comoventes, posso citar a cena após o ataque à Mansão, em que J.A.R.V.I.S. programa um plano de voo para o Tennessee e ao aterrissar ele fala "Sr. tenho que desligar, pois estou cansado"; e Tony Stark diz "J.A.R.V.I.S. meu amigo, não me abandone agora". Foi muito simbólica essa cena, pois Tony Stark fica sozinho pela primeira vez em 4 filmes: sem pessoas e sem Inteligência Artificial lhe fazendo companhia.


Como eu estava falando, o filme focou na superação, pois após o ataque à mansão, Stark fica apenas com uma armadura defeituosa (MARK 42, sem o J.A.R.V.I.S.) e sua criatividade. Ele teve que usar sua inteligência sem os recursos que ele possuía no seu laboratório. Ele teve que improvisar.


E foi isso mesmo que você leu: MARK 42. Tony Stark construiu outras dezenas de armaduras, totalizando em 42 (e não 47, como havia sido anunciado pela imprensa antes do filme) que são as responsáveis pelo final épico do filme. Por falar em final, após o resgate, Tony Stark ordena J.A.R.V.I.S. a explodir todas as armaduras como um presente de Natal para Pepper, que não aguentava mais vê-lo construindo "coisas". O fato do protocolo ter sido reiniciado do zero (quem viu o filme entendeu o que eu disse), foi bem simbólico. Significou um novo início para um novo herói e um ser humano transformado. A única armadura que não foi "protocolada", foi a MARK II que atualmente é o Patriota de Ferro, pilotada pelo Coronel James Rhodes (Don Cheadle). Bem, essa parte da Máquina de Combate ter sido transformada em Patriota de Ferro nem vou comentar, pois a HQ já falar por si. É só pesquisarem que me darão razão.


Bem... sobre a Extremis, a mesma foi vista atuando somente do lado dos vilões, onde foram "produzidos" super-soldados com "(d)efeitos colaterais de fabricação". Após ver Pepper receber de maneira não voluntária a injeção da tecnologia Extremis, com risco de trazer danos à vida dela, Stark resolve trabalhar na correção do erro (não foi mostrado isso no filme; somente narrado). Ele usa a sua genialidade, corrigo a tecnologia e então a injeta em si. Isso possibilitou retirada do Reator Arc de seu peito. Ou seja, nesse filme perdemos um dos símbolos mais usados por fãs do super herói (em camisas, wallpapers, etc). Até esse fato teve seu lado simbólico, quando Stark retorna ao seu endereço e lança o Reator Arc no mar junto dos destroços submersos de sua mansão: foi um recomeço.


Podemos ter certeza de alguns fatos para os próximos filmes, se eles continuarem a produzi-los:
- Homem de Ferro com a tecnologia Extremis, possibilitando-o ser infinitamente mais poderoso, como na HQ;
- a cientista Maya Hansen pode retornar, já que na HQ ela forjou a própria morte;
- pode haver sim um Mandarim de verdade, já que na HQ o mesmo se disfarçava - podemos ter uma trama que mostre o real Mandarim, por trás de Aldrich Killian (só não apareceu agora devido a dependência dos EUA com a China); e
-Tony Stark terá novamente um papel fundamental na equipe Os Vingadores.

Enfim, Homem de Ferro 3 pode não ter sido perfeito (pois teve alguns erros), mas foi nota 9 em minha opinião.

PS: Homem de Ferro 3 tem pós-crédito e vale a pena ver.

Projeto chamado de cura gay pode ser uma brecha jurídica para o proselitismo religioso segregalista


Depois de um desentendimento no inbox do Facebook com um religioso extremista, eu decidi postar o meu texto aqui no blog. Provo que não sou preconceituoso, pois no próprio Facebook eu havia conversado abertamente com um amigo evangélico. Porém, por causa de uma minoria, o clima nunca fica bom. Abaixo vocês podem ler minha opinião acerca do projeto da "cura gay" (que eu mesmo acho o nome ridículo e não tem nada a ver com a proposta).

"Desculpa a intromissão, amigos! E por favor não me entenda mal! Mas há pessoas divulgando fotos nas redes sociais, defendendo o Deputado Marco Feliciano, com textos diminuindo a gravidade do projeto de decreto, batizado de “cura gay” (também não concordo com o nome). Não falo dos que compartilharam e sim dos criadores dos posts. O projeto que foi colocado na pauta do dia pelo presidente (sim pelo Feliciano, que pode não ter sido o autor, mas como presidente, pode dar prioridades), tendo outros mais relevantes, é o seguinte:

Projeto de Decreto Legislativo 234/11
...
Art. 1º Este Decreto Legislativo SUSTA O PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 3º E O ART. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999.

Art. 2º Fica SUSTADA A APLICAÇÃO DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 3º E O ART. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.

Art. 3º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Eis o que acontecerá:

Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999
...
PERMANECE: Art. 3° - os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

NÃO PERMANECE: Parágrafo único - Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

NÃO PERMANECE: Art. 4° - Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.”

A permanência do artigo 3º possibilita o que é correto: não tratar como doença o que não é; e não forçar o tratamento de algo que não é doença. O Parágrafo Único, que complementava o caput e cerceava a proibição da prática em quaisquer ambientes, está sendo retirado, liberando os profissionais a se pronunciarem fora do ambiente ético da ciência. A saída do artigo 4º libera qualquer psicólogo de contrariar o artigo 3º, ou seja, se ele acha que homossexualidade é doença, ele poderá falar em público, se identificando como psicólogo. Pelas regras, o profissional tem que apresentar uma série de estudos para que suas hipóteses se tornem teoria e após isso, um fato comprovado. Estão abrindo as portas para os “achismos”, algo que os religiosos adoram. PSICOLOGIA É CIÊNCIA. Com essa iniciativa de alterar uma Resolução do CFP, os interessados na segregação dos gays, ganham um caminho para poder multiplicar seu preconceito sem ética.

Pois bem, além do fato de estarem causando conflito e subjetividade, a Comissão está simplesmente ignorando a opinião dos profissionais que mais entendem do assunto: os psicólogos. Por que fazem leis nesse país sem pedir a opinião dos profissionais que estudam para isso (em todas as áreas)?

Que haja sempre a liberdade religiosa para você falar o que quiser dentro de sua congregação e etc. Mas criar um dispositivo para favorecer religiosos e pessoas preconceituosas (como o Silas Malafaia e outros religiosos formados em Psicologia para ficarem falando abobrinhas onde quiserem) já é fora dos limites. Ora, se não acredita na Psicologia, mude de profissão, pois a mesma não tem religião. Seria a mesma coisa que um físico viesse a público desmentir Einstein sem comprovar o que está dizendo e se baseando no alcorão. Por que ao invés de ficar no “achismo”, já que é um cientista, o Malafaia não realiza um estudo para comprovar o que ele fala? Ficar de achismos bíblicos não comprova nada. Não passa de falácias religiosas, já que esse ramo se protege de questionamentos com a desculpa do "sagrado". A bíblia por si só é cheia de contradições (uma hora Deus mata, na outra ele te ama, etc). 

Na boa, muita gente do meio evangélico sabe que há pastores com filhos e filhas gays. Há também membros gays que por causa da desaprovação religiosa, entram em "curto-circuito" com sua natureza. Não será mera coincidência se daqui a 20 anos alguns líderes revelarem que são gays.

Desculpa tomar seu tempo, mas só quis comprtilhar a minha opinião!"

Complementando, deixo dois vídeos abaixo: no primeiro o Deputado Marco Feliciano se explica e no segundo o Deputado Jean Wyllys diz porquê é contra o projeto:


VÍDEO 1



O hilário nesse primeiro vídeo, foi ver o Deputado se dobrando por causa de votos, pois todos nós sabemos que ele acha gay doente, ou melhor, ele acha gay endemoniado. Não acredita? Pesquise nas pregações dele! Eleições 2014 vem aí meu povo e ele quer se reeleger!

VÍDEO 2



domingo, 23 de junho de 2013

Reportagem da CNN sobre os protestos no Brasil

Fonte: CNN.com





"PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS E CORRUPÇÃO DE COMBUSTÍVEL BRASIL PROTESTOS

Por Rogério Simões , Especial para CNN.

Nota do Editor: Rogério Simões, jornalista brasileiro e ex-chefe do Serviço Brasileiro da BBC, é Editor-executivo da revista Época. Vive e trabalha em São Paulo.


(CNN) - Nem mesmo o futebol - ou soccer, para quem é dos EUA - poderia detê-los.

Enquanto a Copa das Confederações, um torneio de aquecimento para a Copa do Mundo do ano seguinte, passou, centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e muitas outras grandes cidades no Brasil.

No início, eles eram poucos, principalmente os jovens descontentes com os 20 centavos de Real (10 centavos de Dólar), de aumento nas tarifas de ônibus e trem. Depois de uma resposta violenta da polícia, eles se juntaram em brasileiros de todas as idades que tinham as suas próprias questões sobre a mensagem.

Corrupção, serviços públicos deficientes, aumento da inflação, falta de segurança e a Copa do Mundo “não-tão-mais-amada”.

Numa época em que o Brasil deveria estar comemorando, as ruas estavam cheias de raiva, gritando, tendo confronto com a polícia e destruição produzida por uma MINORIA de manifestantes radicais.

Por que os protestos ganharam força? A pergunta é complicada, mas há uma coisa que ninguém pode negar: Um número significativo de brasileiros estão muito chateado com o estado da nação.

Os aumentos das tarifas de transporte foram cancelados nesta quarta-feira (19 JUN 13), depois que as autoridades de São Paulo e Rio de Janeiro concordaram com uma “U-turn” (ou REVIRAVOLTA), na tentativa de trazer de volta a paz e a ordem nas ruas. Ainda não está claro se isso vai significar o fim dos protestos.

Mais importante do que o problema, no entanto, parece ser a temporização de tudo isso. Tarifas de transporte aumentadas em anos anteriores não tinham provocado nenhuma reação popular significativo.

O mesmo movimento que iniciou os protestos deste mês - o Movimento Passe Livre (Movimento Passe Livre, ou MPL) - tinha sido ativo em anos anteriores nessa questão. DEPOIS DE CADA ANÚNCIO DE UMA NOVA TARIFA DE ÔNIBUS, O MPL IA PARA AS RUAS ÀS CENTENAS, ÀS VEZES APENAS DEZENAS, SEM SER NOTADO POR MUITOS.

AUTORIDADES ESPERAVA O MESMO EM 2013. O aumento mais recente, de menos de 7%, foi a primeira vez em dois anos, e abaixo da inflação do período. O governo, a imprensa, a polícia e até mesmo transeuntes foram tomados de surpresa.

Mas, de alguma forma, o “timing” (passar do tempo) foi perfeito para uma revolta nacional.

Isso pode ser explicado pela forma como olhamos para o Brasil. Na última década, quando o país teve cerca de 30 milhões de pessoas da pobreza, os brasileiros gostavam de olhar para o que o país e seu povo tinha conseguido: o emprego mais formal, mais investimentos, mais crescimento, maior poder de compra para quem não tinha nada, mais segurança e uma melhor perspectiva de vida.

Acima disso, o Brasil havia garantido o privilégio de sediar os dois principais eventos esportivos do mundo - Copa do Mundo de Futebol e no verão americano e europeu (inverno no Brasil) os Jogos Olímpicos - em 2014 e 2016, respectivamente.

O Brasil só parecia ter tudo. Com apenas uma ressalva: não tinha.

Quando os fatos começaram a conscientizar muitos brasileiros de que as suas vidas não eram tão boas quanto o governo alegava e o espetáculo de futebol começava a chegar (com a Copa das Confederações), significando mais custos para o Estado, sem benefícios concretos para o povo, muitas pessoas começaram a olhar para o país com uma visão diferente. Ao invés de focalizar nas conquistas, eles olharam para o que não têm e essa visão parecia ir tão longe como a Amazônia (metáfora para a distância entre as principais capitais e a Floresta Amazônica.

Em 2010, após oito anos com um presidente muito popular, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil viu sua ex-ministra Dilma Rousseff eleger-se como sucessora.

Do mesmo Partido dos Trabalhadores (PT), esquerdista, Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher presidente do Brasil. Dois anos e meio se passaram, e ela ainda é muito popular entre os mais pobres, mas os protestos recentes foram levados por um grupo diferente: A CLASSE MÉDIA TRADICIONAL. Nas ruas, as pessoas bem-educadas, de, áreas urbanas centrais, gritavam que venderam para eles uma mentira.

A inflação é mais uma vez uma grande preocupação, a criminalidade está aumentando, os casos de corrupção preenchem as pautas da imprensa, a saúde pública está em estado precário, os projetos de infra-estrutura não se concretizaram e o tráfego de rua é pior do que nunca.

Enquanto a TV mostrava as inaugurações de caros, estádios de futebol luxuosos, as pessoas sentiram suas vidas foram ficando pior a cada dia. Afinal, a Copa do Mundo vai custar ao país cerca de US $ 15 bilhões, (R$ 30 bilhões) e o legado prometido em infra-estrutura ainda está bem longe de ser visto.

O pior de tudo: Um governo acostumado a navegar na sua popularidade seguro, garantido, principalmente, pela distribuição de dinheiro para os mais pobres, não sente a necessidade de ouvir o povo. A mensagem de Dilma Rousseff, em anúncios pré-gravados na TV, foi a de que o país não poderia ser melhor.

O Congresso Nacional é mais culpado ainda, com os seus representantes são atacados pela opinião pública por terem privilégios chocantes, salários elevados e casos de prostituição.

Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, realizada esta semana na cidade de São Paulo, mostra uma queda drástica no prestígio das instituições políticas na década passada.

Apenas 19% dos entrevistados dizem que tem alta confiança no cargo de presidente, em comparação com 51% em 2003. A porcentagem de entrevistados que dizem confiar no Congresso Nacional caiu de 30% em 2003, para 12% agora.

Muitos dos que foram às ruas no Brasil - e brasileiros inspirados em todo o mundo a fazer o mesmo em seus países de adoção – carregavam banners (placas/cartazes) dizendo: "Não é apenas pelos 0,20 centavos."

Quero dizer que o aumento da tarifa de ônibus foi, talvez, a menor de suas reclamações. A corrupção, a falta de prestação de contas e uma percepção de que muitas promessas não foram cumpridas, eram as motivações que os levaram para as ruas.

A suspensão do aumento de tarifa de transporte pode até levá-los de volta para suas rotinas normais.

No entanto, os problemas não vão embora tão cedo. E se não forem devidamente tratados, esses problemas podem fazer as pessoas marchar novamente."

sábado, 22 de junho de 2013

Minha opinião sobre as manifestações que estão acontecendo no Brasil em Junho de 2013



Falarei abertamente por intermédio do meu Blog sobre a minha opinião acerca das manifestações no Brasil.

A realidade que precisa ser mudada nesse exato momento (21 JUN 13) nas manifestações é: falta de uma liderança com uma identidade (sem anonimato). Isso é um fato incontestável. Os governos municipal e estadual do RJ já se manifestaram e já se colocaram à disposição para um debate. O governo federal fez o mesmo esta noite, nos mesmos moldes: se colocando à disposição das lideranças para conversar. Quem vai se apresentar para debater com as esferas governamentais? O "V"? Está na hora da liderança mostrar a cara e parar de convocar manifestações, que ao meu ver, a partir de hoje, tem um caráter especulativo e duvidoso.

A presidente se pronunciou e já está um monte de papagaio de pirata no Facebook reclamando (com uso de textos prontos)! Hoje, o Datena ficou mais de 15 minutos no ar falando um por um dos dispositivos do governo federal (leis, portarias, medidas provisórias, etc) que foram aprovados e estão em vigor com a destinação específica de desoneração dos transportes públicos do país todo! A cada um que ele lia, ele falava: "E porquê aumentou?" Isso os papagaios e os "anonymozinhos" não viram?

O pessoal está culpando a Dilma por coisas que ela não controla sozinha! Quem já estudou a Constituição sabe que quem mandam de fato no Brasil é o Congresso Nacional (Deputados Federais e Senadores)! E quem manda nas prefeituras e governos estaduais de fato são os vereadores e deputados estaduais! Presidente, prefeito e governador não devem pagar essa conta sozinhos! Não estou vendo NENHUM protesto culpado a outra classe política! Manifestantes estão se comportando como um gado conduzido: "Renan Calheiros, Feliciano, PEC 37,..., não são os únicos"! E depois reclamam de alienação! Eu pessoalmente já estou ficando incrédulo com essas manifestações!

Os próprios políticos já começaram a usar a manifestação em causa própria, seja tentando colocar os militantes dos partidos entre os manifestantes ou realizando atos "de apoio", como por exemplo, os senadores que estavam pressionando a presidente Dilma a se pronunciar, etc. Ela só ia se pronunciar na semana que vem, após se reunir com prefeitos e governadores. Chamar a responsabilidade para si ninguém quer, nem os políticos e nem os manifestantes. O negócio está sendo "se camuflar na multidão". Mas o que a grande massa quer é ser ouvida, independente do formato exigido em uma democracia. O povo não quer ser representado pelos políticos. Isso pode ser notado, pois estão externalizando uma indignação coletiva. Mas mesmo assim, há um protocolo a ser seguido, como os manifestantes de Brasília fizeram agora a noite (sete deles).

Já que a "modinha" é adotar a máscara do "V de Vingança" como "mascote", vamos entender o que é anônimo?
- segundo o dicionário Aurélio, atribuímos a palavra anônimo ao que não tem nome ou a algo que não leva a assinatura do autor, ou seja, podemos aplicar a qualquer ato sem autor definido.

Anonimato significa indefinição. E indefinição não ajuda em nada na política e na democracia.

Eu tenho a sensação de que as pessoas não viram o filme ou se viram não entenderam, pois não há uma estratégia definida para uma meta concreta. Há uma pluralidade de reivindicações e de alguma maneira as mesmas terão que ser organizadas e apresentadas. Há causas que nem nas redes sociais estão sendo mostradas. Só quem foi ao vivo é que viu.
Pois bem, voltando à questão do anonimato, se não sabemos quem é o autor e o dono da assinatura (da voz, do grito, etc), não adianta filosofar e dizer: é o povo, o gigante acordou (mesmo que sem cérebro), mudamos o status de deitado eternamente para blá, blá, blá... Não vai dar em nada. Repito... não vai dar em nada.

É histórico e científico: toda coletividade precisa de uma liderança. Podem conferir o que eu estou escrevendo aqui. Toda instituição coletiva precisa de alguém para centralizar e delegar condutas, pedidos, ações, etc. Ou a liderança será imposta ou ela será eleita. No caso da democracia, ela é eleita. Quando há uma concordância coletiva de insatisfação, a coletividade deve se organizar e se transformar, passando de anônimos para um movimento com nome e metas. No caso de alguns protestos convocados pelas redes sociais, as lideranças indiretas são a respectivas páginas que agendaram os eventos. E só estão servindo para alimentar e inflamar a insatisfação do povo. A estratégia inteligente seria canalizar essa raiva coletiva e direcioná-la para coleta de assinaturas de todos os manifestantes para cada pauta sendo citada nos protestos e apresentar nos respectivas casas, protocolando e tornando oficial o ato.

Se ninguém aparecer ou for escolhido, realmente o símbolo correto desses manifestantes é a máscara de anonimato, infelizmente. E nesse caso o anonimato também significará desordem e falta de clareza. Mas lembrem-se que no próprio filme "V de Vingança" havia um personagem central que influenciou o povo. E o mais importante: esse representou a vontade e a voz dos cidadãos. A democracia não é bagunça! A liderança omissa do movimento tem que se apresentar e organizar o protesto junto aos governos. Há sim uma liderança, mas a mesma ou é medrosa ou é oportunista.

Portanto, a atitude de radicalizar, rejeitar partido, vandalizar (que é a minoria), não se organizar, só gritar e fazer plaquinha, não passa de um "pão e circo" criado pelo povo para o próprio povo. O pão é a sensação de estar se alimentando de justiça e o circo... bem... acho que dispensa explicações. As pessoas vão para os protestos rindo, com a expressão de feliz (como se fosse carnaval), postam fotos no Facebook achando que estão fazendo parte da História, tiram fotos em locais depredados ou em chamas, escrevem palavras de ordem nas redes sociais, ou seja, é um comportamento diferente para cada sentimento individual. Os livros de História poderão retratar tanto algo positivo como algo negativo. Poderá estar nos livros daqui a 50 anos: o ano que o Brasil mudou ou o ano que o povo achou que ia mudar. Infelizmente, a tecnologia, quando usada sem critérios, tem esse lado nocivo de dar a sensação de ser ouvido por todos para os que reclamam e a sensação de impunidade para os que ofendem, incitam a desordem ou atitudes do tipo. Isso não é bom!

Outro fato que não é positivo: essa sensação coletiva de convocar uma revolução. Revolução nunca é boa e nunca é pacífica. Revolução deixa mortos e feridos. Será mesmo que precisamos de uma revolução? Será mesmo que o Brasil está tão ruim assim (comparem com países africanos, por exemplo)? Não podemos pedir uma reestruturação política que obrigue o sistema a funcionar? Não podemos pedir uma mudança ao invés de apenas apontar os problemas? O Brasil tem muita grana, mas o problema é a administração pública, em todas as esferas. Mudemos essa nossa cultura reativa, de só se mover após estabelecido o problema, para uma postura preventiva. Podemos muito bem, como coletividade, fiscalizar o poder público e cobrar resultados. O nosso problema é que votamos e não fiscalizamos. O nosso problema é que os maus exemplos de comportamento começam em nós. E nesse quesito, os políticos não passam de reflexo nosso. Exemplo: quando o país se candidatou para a Copa ninguém foi para as ruas e agora que já está em vias de fato, o povo está reclamando e avacalhando o mesmo. A mesma coisa ocorreu com as Olimpíadas. Hi-po-cri-si-a! Todos já sabiam que haveriam roubos, desvios e etc. Por que não fizeram protestos na época? Ah, não sabiam? Faltou a postura preventiva que falei. "A Copa será aqui? Vou pesquisar! Pronto! Não gostei do resultado!" Se fizéssemos isso, já estaríamos protestando antes do problema .

O ano de 2014 vem aí e vem com Eleições: para presidente, senador, deputado federal, governador e deputado estadual. Você já sabe quais são os nomes que estão fazendo "cagada" nessas esferas? Não??? Então comece a pesquisar agora, em 2013, pois em 2014 você já terá que saber em quem votar.

Enfim, se não houver ordem, organização e concordância por parte dos manifestantes, ao invés de restaurar a democracia, poderemos estar incitando a anarquia.

Deixo o vídeo do final de "V de Vingança" para os que quiserem ver e para os que tiverem dificuldade de entender o que eu escrevi. NÃO SOU CONTRA OS PROTESTOS. SOU A FAVOR DELES, MAS DE FORMA MAIS ORGANIZADA E COORDENADA.