domingo, 30 de setembro de 2012

Igrejas Evangélicas criam "tática" para Dia de São Cosme e Damião

Fomte: DelDebbio.com e Jornal Extra


Quanto mais eu leio, mais eu fico surpreso com a capacidade do ser humano criar conflitos ideológicos com as coisas mais ridículas. Segundo o site do Marcelo Del Debbio e uma reportagem do Jornal Extra, algumas igrejas evangélicas criaram uma tática para "combater" a distribuição de doces no feriado de São Cosme e São Damião, algo que é tradicional na igreja católica e outras religiões simpatizantes dos santos. 

Leia abaixo o texto de uma das reportagens e logo depois leia um comentário meu:

"Um grupo de evangélicos está tirando doce de criança com uma mão para dar com a outra. A troca acontece em pleno Dia de São Cosme e São Damião, comemorado em 27 de setembro na cultura popular. E dentro da igreja Projeto Vida Nova, na Vila da Penha, onde os pastores “convidam” mil meninas e meninos a entregar-lhes os saquinhos que conseguiram na rua para receber outros, “abençoados por Deus”.

- É apenas um convite. Só entrega os doces quem quer – avisa o pastor Israel Teixeira.

O pastor Isael Teixeira diz que sua igreja pede para trocar o doce abençoado pelo amaldiçoado.

Ele conta que geleia, pipoca doce, bananada e pirulito chegam às mãos de oito a dez mil crianças, nos 70 templos da unidade, ao lado de uma surpresa: a Bíblia. É para comer “orando”.

- A gente pede para trocar o doce abençoado (da igreja) pelo amaldiçoado. Nosso projeto é um meio de trazer as crianças (que não são evangélicas) para o bem, livrando-as do mal. Se a criança come doce (de rua), pode plantar uma semente dentro dela. Eles (outros religiosos) invocam os espíritos para que entrem nos doces – diz.

A entrega dos sacos gospel é promovida na igreja há mais de 20 anos. Três deles com a presença da cabeleireira Raquel Cristo, de 36 anos, uma fiel convertida.

- Se alguém dá doce para meu filho na rua, eu até pego para não fazer desfeita. Mas depois jogo fora. Minha mãe foi espírita e nós vivíamos doentes. Ela fazia mesa de doces de Cosme e Damião e chamava sete crianças para comê-los. Hoje, acredito que a função disso era transferir a nossa doença para elas.

Para o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), babalaô Ivanir dos Santos, a ação evangélica “dá sentido a uma mentira”.

- Estão fazendo troca simbólica com as crianças porque, no fim das contas, também dão doces. Demonizar a fé de outra religião e ter um mesmo sentido, que é o doce, é um ato de intolerância. E isso, sim, é pecado.

A vice-presidente do Movimento Umbanda do Amanhã (Muda), Marilena Mattos, concorda.

- Isso é um fiel retrato da intolerância religiosa. Eles estão mostrando que não aceitam a Umbanda como religião, pois estão denominando nossos rituais como sendo do mal – defende.

Outra casa de Deus onde também há entrega de doces é a católica Paróquia da Ressureição, no Arpoador. Mas algumas crianças atendidas lá ouviram que os saquinhos seriam do diabo.

- Algumas disseram que a professora falou isso. Esse fanatismo de alguns evangélicos pode nos levar a um extremismo. Incutem o medo nas crianças ao dizer que o doce é do diabo. E isso não é de Deus – diz o padre José Roberto Devellard.

Psicóloga especializada em crianças, Katia Campbell diz que as polêmicas religiosas não conseguem competir com o verdadeiro interesse dos pequenos.

- As crianças não entendem isso. Elas só querem o doce.

@MDD – A Igreja Católica fez isso por mais de 1500 anos, agora é a vez dos picaretas das Igrejas Evangélicas aplicarem o mesmo processo… demonizam Rock e criam rock-gospel, demonizam funk e criam funk-gospel, criam MMA-Gospel, pagode-gospel, filme pornô gospel, smilinguido, toalhinha abençoada, tapete de sal grosso, copo d´água sobre a TV… tudo é válido para roubar o seu dinheiro em nome de Jesus."

Comento: Sou a favor da liberdade religiosa, da liberdade de culto e da liberdade de expressão, pois é muito bom viver em um país livre de regimes autoritários. Mas uma coisa que eu não acho legal é o fato de uma religião entrar no "terreno" da outra para medir forças. Há uma diferença muito grande entre expressar a sua opinião e entre censurar a opinião alheia, tomando a sua como verdade absoluta. Temos que respeitar a opinião alheia, mas a ofensa não pode ser confundida como opinião. Assim como há uma diferença muito grande entre "pregar" a sua fé/religião e entre censurar a religião alheia, como se somente a sua fosse a correta e todas as demais fossem objeto do mal.

O que acho mais curioso é o fato dos evangélicos gostarem de taxar todos como errados, ímpios, pexadores, etc, exceto eles. Se por exemplo, você for de uma religião/filosofia contrária e expor uma opinião contra a igreja evangélica, você será chamado de preconceituoso e de intolerante (ou até mesmo de possuído pelo diabo). Mas se for eles a expor uma opinião contra você ou algum movimento, a justificativa é de liberdade de expressão (ou até mesmo de estar fazendo a obra de Deus). Repito o que eu disse acima: ofensa não pode ser confundida como opinião, pois há uma diferença entre eu dizer "discordo de você" e entre "você é um idiota".

Acho que o Brasil se tornará um país insuportável no campo religioso, onde os evangélicos se tornação a versão cristã dos radicais islâmicos se não forem freiados pela própria consciência cristã.

A pergunta é: Será que Jesus aprovaria essas atitudes? Se a Bíblia é realmente o manual do cristão, tem muito religioso pulando algumas páginas.

3 comentários:

  1. Comentários pertinentes, excelentes, atuais e oportunos. Ninguém aguenta mais tanta enganção.

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  2. Me lembro que na minha infância já existia essa idiotice por parte dos evangélicos!

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